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Porque as tarifas de energia elétrica variam tanto?



A diferença de valores está relacionada às distribuidoras, e neste artigo você ficará sabendo quais os fatores envolvidos e a comparação entre os preços praticados! Boa leitura. Embora a metodologia para fixação de tarifas utilizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) seja a mesma para todas as diversas distribuidoras espalhadas pelo país, é fato que os preços da energia que chega para o consumidor final residencial (conhecido como "Grupo B1") variam significativamente. Tal fato ocorre principalmente porque os custos do serviço de distribuição de energia são distintos entre as empresas do setor.

Mas outros fatores também fomentam a existência das diferentes tarifas entre as distribuidoras, como:

  • Áreas de concessão extensas e de baixa densidade demográfica, que exigem mais investimentos para atender os consumidores;

  • Redes cujo processo de manutenção é mais complexo, de modo que os custos operacionais são elevados;

  • A existência de algumas distribuidoras com um portfólio de compra de energia mais barato que de outras; e

  • Impostos estaduais e municipais incidentes muito oscilantes sobre as tarifas.

Comparação

Abaixo, mostramos as 10 tarifas (sem tributos) mais caras aplicadas aos consumidores do Grupo B1 em 2019. Nela, nota-se que 4 distribuidoras atuam no estado do Rio de Janeiro e 3 no de São Paulo.


  • CERAL ARARUAMA (RJ): 0,950 R$/kWh

  • CERCI (RJ): 0,895 R$/kWh

  • CERES (R): 0,885 R$/kWh

  • CERCOS (SE): 0,783 R$/kWh

  • CEDRI (SP): 0,751 R$/kWh

  • CETRIL (SP): 0,697 R$/kWh

  • CERIM (SP): 0,687 R$/kWh

  • CELPA (PA): 0,684 R$/kWh

  • COOPERNORTE (RS): 0,679 R$/kWh

  • ENEL (RJ): 0,667 R$/kWh

A Tabela mostra os 10 estados onde as tarifas residências foram as mais caras em 2018. Percebe-se que 5 estados são da região norte e que as regiões sudeste e centro-oeste têm 2 estados cada uma.


  1. PARÁ: 0,684 R$/kWh

  2. AMAZONAS: 0,667 R$/kWh

  3. RIO DE JANEIRO: 0,641 R$/kWh

  4. MARANHÃO: 0,630 R$/kWh

  5. MINAS GERAIS: 0,625 R$/kWh

  6. RORAIMA: 0,618 R$/kWh

  7. MATO GROSSO DO SUL: 0,609 R$/kWh

  8. TOCANTINS: 0,600 R$/kWh

  9. ACRE: 0,698 R$/kWh

A energia solar nesse cenário

Mostradas as variadas tarifas praticadas pelas distribuidoras e pensando que a Sunalizer atua no setor da geração energética solar chegamos à pergunta:

Qual a relação entre esses valores e o projeto de energia solar?

Considere duas unidades consumidoras residenciais bifásicas, onde o consumo mensal de energia é de 350 kWh. Uma delas está localizada em Resende (RJ), que está conectada à rede da distribuidora ENEL, e a outra em Guarulhos (SP), da área de concessão da EDP. Assim, as tarifas residências são:

  • ENEL: 0,903 R$/kWh (com os tributos ICMS = 31%; PIS/PASEP e COFINS = 5%)

  • EDP: 0,638 R$/kWh (com os impostos ICMS = 25%; PIS/PASEP e COFINS = 5%)

Ambos os municípios recebem uma quantidade de radiação solar bastante semelhante e, portanto, cada unidade consumidora (UC) pode ser atendida por um sistema de energia solar fotovoltaica composto por 9 a 10 painéis, cujo preço é cerca de R$18.000.

A partir de uma análise econômica simplificada desses dados e adotando um reajuste tarifário e uma queda de geração dos módulos solares de 15% e 0,7% ao ano, respectivamente, chega-se a diferentes impactos no bolso do consumidor que pretende instalar um projeto solar.

Entre os principais, o tempo estimado de retorno do investimento é um dos de maior interesse.


No caso exposto, enquanto em Resende o dinheiro investido retornaria em 4,9 anos, em Guarulhos demoraria 6,4 anos - ou seja, 30% maior. Já a taxa interna de retorno (TIR) para o sistema de Resende foi de 25%, valor superior ao encontrado para Guarulhos, na casa dos 19%.

Logo, fica claro que uma maior tarifa de energia impacta, inclusive, na viabilidade do projeto de energia solar.


Você sabe qual a tarifa de energia que você está pagando? Será que seria a hora de começar a avaliar se vale a pena ou não instalar energia solar em sua casa, comércio e/ou indústria?


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