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Entenda sua conta de luz de uma vez por todas!



Você sempre teve dúvidas, ou até mesmo nunca chegou a parar para entender sua conta de energia elétrica? Sabemos que além de não ser algo muito prazeiroso é também muito confuso pela quantidade de números e dados técnicos apresentados.


Mas não se preocupe, nesse artigo vamos te ajudar a entender tudo, para que de uma vez por todas você entenda o quanto está gastando e o quanto estão te cobrando, para isso explicaremos 26 informações que podem constar em sua conta de energia.


Utilizaremos para a nossa análise um conta de energia detalhada de um imóvel na cidade de Porto Ferreira no estado de São Paulo, sob a responsabilidade da concessionária Elektro, a qual dispõe de um modelo de fatura bastante completo o qual pode ser considerado um ótimo exemplo de como o consumidor deve ser informado sobre os consumos, tributos e valores devidos,


(1) Tensão da energia fornecida pela distribuidora a residência


Neste exemplo, temos uma tensão fase-fase (entre fases) de 220V e uma tensão fase-neutro de 127V, que são os principais valores no mercado, embora existam outras variações. Na existência de energia solar, a tensão nominal é um importante parâmetro para avaliar qual deverá ser o inversor instalado, sendo ele um dos principais equipamentos (e mais caros!).


Informe-se: As tensões nominais de fornecimento podem ser encontradas no site da Aneel.

Lembre-se: mesmo com a energia solar, a casa continua conectada à rede da distribuidora, nesse caso à Elektro, e utiliza a energia disponibilizada por ela quando aquela gerada pelos painéis solares não é suficiente!


(2) Consumo


O consumo é medido com base na diferença entre a medição anterior e a atual, que, neste exemplo, resulta em 314kWh (disparidade entre 1033kWh e 719kWh).


(3) Data da leitura


Informa as datas em que as leituras do seu medidor de energia foram realizadas.


(4) Energia Injetada


A energia injetada é a que o sistema fotovoltaico coloca na rede ao exceder a quantidade consumida no momento da geração

Suponha que sua casa está vazia e apenas a sua geladeira está ligada, consumindo 120W de potência. Neste mesmo momento, seu sistema de energia solar está produzindo 1000W. Dessa forma, seu gerador solar injetará 880W na rede, cujo valor será desconta- do do montante de energia consumida.

Saiba mais: Para os usuários de energia solar, é possível monitorar a energia e a potência produzida pelo seu sistema por meio dos inversores, em tempo real, via aplicativos da web ou no celular, e inclusive saber o nível de emissão de gases que contribuem para o efeito estufa que foi evitado! Ao consultar a energia produzida em qualquer período mensal, dá para saber quanto foi consumido pela propriedade diretamente, sem intermédio da rede de distribuição. Para isso, basta pegar a leitura de energia produzida naquele mês e descontar a energia injetada.


(5) Classificação


Indica a classificação do imóvel titular da conta, o qual pode pertencer a 2 grandes grupos de consumidores de energia elétrica: A ou B


Saiba mais: O grupo A são os consumi- dores atendidos em tensão acima de 2,3kV. Normalmente, indústrias, shopping centers, hospitais, supermer- cados e outros perfis. O grupo B são os consumidores atendidos igual ou abaixo de 2,3kV, no meio dos quais estão os pequenos comércios, residências e pequenos produtores rurais, entre outros. Para eles, ainda existem os subgrupos:

  • B1: Residencial;

  • B2: Rural;

  • B3: Demais classes;

  • B4: Iluminação pública.

Além dos subgrupos, existem algumas subclasses, como: residencial e residencial baixa renda; rural/ cooperativa de eletrificação rural/ serviço público de irrigação.

Informe-se: Há diferenças nas tarifas aplicadas a cada um desses subgrupos, inclusive diferenciação em relação ao ICMS. As tarifas podem ser consultadas nas resoluções homologatórias da Aneel


(6) Tipo de conexão


Essa nomenclatura diz respeito ao tipo de ligação com base no número de fases fornecida pela distribuidora no ponto de entrega, o qual está diretamente relacionado ao valor mínimo faturável.

Saiba mais: Valor mínimo faturável – o custo de disponibilidade do sistema elétrico, aplicável ao faturamento de unidades do grupo B e que varia da seguinte forma:

  • Monofásico: 30kWh

  • Bifásico: 50kWh

  • Trifásico: 100kWh

Como o próprio nome diz, refere-se ao mínimo que deverá ser pago à distribuidora, independentemente do consumo.

Lembre-se: com a energia solar, se a sua geração no mês for maior que o seu consumo, a diferença gerará créditos para o uso posterior. Mesmo assim, sua fatura ainda terá a cobrança do “mínimo faturável”.

(7) Histórico de geração


Esse é o histórico de consumo e cada distribuidora possui um modelo próprio para fornecer esses dados. Neste modelo em especial, eles são mostrados de forma clara e objetiva, permitindo comparar com facilidade os consumos mês a mês. É por meio do seu histórico de consumo que é feito o dimensionamento do sistema de energia solar e avaliado, com melhor nível de precisão, o montante de energia necessário para suprir o seu consumo durante o ano.


(8) Composição do fornecimento

Nesta parte você encontrará os valores e tributos que compõem o custo do fornecimento. Note que o preço dos tributos é maior que qualquer um dos serviços.


(9) Informações gerais

Esse é o espaço ande você vai encontrar as comunicações e recados de sua empresa de distrubiução de energia , alem de informações sazonais ou variáveis de acordo com o perfil do consumidor/gerador, como o período de incidência das bandeiras tarifárias e a indicação que o cliente possui micro ou minigeração.


(10) Seu código


Esse número é o que te identifica dentro da distribuidora, devendo ser utilizado em toda comunicação com ela.

(11) Descrição do produto


Nesta coluna se detalha todos os itens que estão sendo cobrados, frutos da prestação de serviço da distribuidora a você, sendo os principais a TE e a TUSD que explicaremos nos próximos itens


(12) Tarifa de Energia - TE


Esta é a parcela pela qual você remunera a distribuidora pelo consumo efetivo de energia que você teve durante o período, ou seja, é a cobrança pela energia que você consumiu em sua casa.



(13) Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição - TUSD


Esta é a parcela pela qual você remunera a distribuidora pela utilização do sistema de transmissão que leva a energia até a sua casa, comércio ou industria. Isso mesmo, você paga como se fosse um pedagio pela utilização dos cabos da rede elétrica.


(14) Energia Injetada


Caso você tenha energia solar instalada na sua casa, você também terá esses 2 parâmetros em sua conta de energia, mas nesse caso entram como negativos em sua conta de energia porque você esta entregando energia ao sistema


(15) Bandeiras


As conhecidas (e temidas) bandeiras tarifárias (verde, amarela, vermelha – patamar 1, e vermelha – patamar 2) refletem o panorama do parque gerador nacional, aonde o principal gatilho para que as tarifas aumentem ou baixem é o nível dos reservatórios. No mês referência para a cobrança dessa conta (maio de 2019), vemos o adicional de bandeira amarela. Saiba mais: Em condições favoráveis de geração de energia, não há necessidade de acréscimos nas faturas. Em situação desfavorável, as tarifas sofrem reajuste


(16) Impostos PIS e COFINS


Relacionados a cobranças de impostos e contribuições federais


Saiba mais: Desde a publicação da Lei 13.169/2015, a alíquota do PIS e COFINS foi reduzida a zero, referente à energia injetada na rede. Isso significa que dos 314kWh consumidos pela unidade em questão, 133kWh não deverão ser tributados com ambos os impostos.


(17) Base de calculo do imposto


É o valor que serve de base para aplicação dos impostos, incidindo sobre eles a alíquota dos tributos, sendo esses o ICMS, PIS e COFINS


(18) Alíquota dos impostos


Nesse ponto é muito importante dar uma atenção especial para a alíquota do ICMS referente a energia injetada TUSD.


Informe-se: O estado de São Paulo instituiu isenção parcial do ICMS com relação à energia injetada, de modo que, sobre a TUSD, a incidência desse imposto é total sobre a quantidade medida de consumo. Em outras palavras, não há isenção de ICMS sobre o consumo TUSD. Em contrapartida, a TE recebe isenção de ICMS, de modo que o imposto incide apenas sobre a diferença entre o consumo e a parcela injetada.

No caso dessa conta, por exemplo, o ICMS incide sobre os 314kWh referente à parcela TUSD consumida. Com relação a parcela TE, o ICMS incide apenas sobre a diferença entre os 314 consumidos e os 133 injetados na rede. Sendo assim, o ICMS incide sobre 181kWh da parcela TE.


Saiba mais: A isenção parcial ocorre também nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, não há isenção e o ICMS é cobrado integral- mente sobre toda a parcela de consumo.


(19) Contribuição de iluminação pública


Saiba mais: Uma dúvida recorrente se refere à contribuição para o custeio da iluminação pública (Cosip), prevista na Constituição Federal, na qual foi inserida por meio da EC 39, de 19 de dezembro de 2002, mais precisamente no Art. 149-A. Portanto, não se trata de uma remunera- ção devida à distribuidora, mas sim de um tributo devido ao município (ou ao DF) e arrecadado por ele.


(20) Valor total a pagar


Nesse caso o valor aparece com " ******* " porque como o valor da conta nao atingiu o mínimo de R$ 70,00, o valor é acumulado para pagamento na conta do próximo mês.


(21) Consumo de energia


Aqui aparece quando foi o consumo de cada item de sua conta, sendo normalmente expresso em unidade de energia kWh. Esse valor é obtido a a partir da comparação da leitura do mes presente com o mês anterior, aonde a diferença é o valor efetivamente consumido neste mes. No exemplo que estamos utilizando você deve ter notado que aparecem alguns valores negativos, e isso acontece porque nessa casa existe um sistema de geração de energia solar instalado, o qual injeta energia na rede anulando o consumo.


(22) Tarifa de fornecimento


É valor que é cobrado por cada kWh consumido em cada um dos ítens. Essa é a famosa tarifa de energia elétrica que escutamos que constantemente sofre aumentos.


(23) Valor do fornecimento


Calculado a partir da multiplicação do consumo de energia pelas respectivas tarifas de fornecimento.


(24) Valor do ICMS


Calculado em função da alíquota do imposto detalhado na fatura de energia


(25) Valor Total (Fornecimento + Impostos)


Neste ponto, de forma clara e objetiva, temos a somatória de todos os valores, deduzindo a energia injetada e outros descontos que surgiram.


(26) Devolução de ajuste de faturamento


Neste caso em especial, a Sunalizer atuou junto à concessionária, sinalizando que uma parcela da energia injetada não foi devidamente descontada em faturas anteriores. A partir daí, a concessionária de energia atendeu à solicitação, devolvendo o valor com juros e correção monetária


Diego Loureiro - CEO | Sunalizer

diego.loureiro@sunalizer.com

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